Hipertensão Arterial: O que é e como preveni-la?
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) conhecida popularmente como pressão alta, é uma das doenças com maior prevalência no mundo moderno e é caracterizada pelo aumento da pressão arterial, aferida com esfigmomanômetro (aparelho de pressão), tendo como causas a hereditariedade, a obesidade, o sedentarismo, o alcoolismo, o estresse, o fumo e outras causas. Pessoas negras possuem mais risco de serem hipertensas. A sua incidência aumenta com a idade, mas também pode ocorrer na juventude.

Existe um problema para diferenciar a pressão alta da pressão considerável normal. Ocorre variabilidade entre a pressão diastólica e a pressão sistólica e é difícil determinar o que seria considerado normal e anormal neste caso. Alguns estudos farmacológicos antigos criaram um mito de que a pressão diastólica elevada seria mais comprometedora da saúde que a sistólica. Na realidade, um aumento nas duas é fator de risco.[5][6]

Considera-se hipertenso o indivíduo que  mantém  uma  pressão  arterial  acima  de  140  por  90  mmHg  ou  14x9,
 durante seguidos exames, de acordo com o protocolo médico. Ou seja, uma única medida de pressão não é suficiente para determinar a doença. A situação 14x9 inspira cuidados e atenção médica pelo risco cardiovascular.

Pressões arteriais elevadas provocam alterações nos vasos sanguíneos e na musculatura do coração. Pode ocorrer hipertrofia do ventrículo esquerdo, acidente vascular cerebral (AVC), infarto do miocárdio, morte súbita, insuficiências renal e cardíacas, entre outras

O tratamento pode ser medicamentoso e/ou associado com um estilo de vida mais saudável. De forma estratégica, pacientes com índices na faixa 85-94 mmHg (pressão diastólica) inicialmente não recebem tratamento farmacológico.

Fatores de risco

A hipertensão arterial pode ou não surgir em qualquer indivíduo, em qualquer época de sua vida, mas algumas situações aumentam o risco. Dentro dos grupos de pessoas que apresentam estas situações, um maior número de indivíduos será hipertenso. Como nem todos terão hipertensão, mas o risco é maior, estas situações são chamadas de fatores de risco para hipertensão. São fatores de risco conhecidos para hipertensão:

  • Idade: Aumenta o risco com o aumento da idade.
  • Sexo: Até os cinquenta anos, mais homens que mulheres desenvolvem hipertensão. Após os cinquenta anos, mais mulheres que homens desenvolvem a doença.
  • Etnia: Mulheres afrodescendentes têm risco maior de hipertensão que mulheres caucasianas.
  • Nível socioeconômico: Classes de menor nível sócio-econômico têm maior chance de desenvolver hipertensão.
  • Consumo de sal: Quanto maior o consumo de sal (sódio), maior o risco da doença.
  • Consumo de álcool: O consumo elevado está associado a aumento de risco. O consumo moderado e leve tem efeito controverso, não homogêneo para todas as pessoas.
  • Obesidade: A presença de obesidade aumenta o risco de hipertensão.
  • Sedentarismo: O baixo nível de atividade física aumenta o risco da doença.

Quando se deve medir a pressão arterial?

Um dos grandes problemas da hipertensão arterial (pressão alta) é o fato desta ser assintomática até fases avançadas. Não existe um sintoma típico que possa servir de alarme para estimular a procura por um médico. Achar que a pressão está alta ou normal baseado em sintomas inespecíficos, como dor de cabeça, cansaço, dor no pescoço ou nos olhos, sensação de peso nas pernas ou palpitações, é um erro muito comum. A pressão alta não causa sintomas na maioria das vezes.

Portanto, um indivíduo que não costuma medir sua pressão arterial simplesmente porque não tem nenhum sintoma, pode muito bem ser hipertenso e não saber. Por outro lado, se o paciente é sabidamente hipertenso, mas também não mede a pressão arterial periodicamente, pode ter a falsa impressão de ter a pressão controlada quando na verdade a mesma está muito alta. Não existe nenhuma maneira de avaliar a pressão arterial sem que se faça a aferição da mesma através de aparelhos específicos.

Todo indivíduo adulto deve pelo menos uma vez a cada dois anos medir sua pressão arterial. Se o paciente for obeso, fumante, diabético ou se tiver história familiar de hipertensão arterial, a pressão deve ser medida com uma periodicidade maior. Já aqueles pacientes sabidamente hipertensos devem medir a pressão arterial pelo menos uma vez por semana para saber se a pressão alta está bem controlada. Hoje em dia já existem aparelhos de medir a pressão arterial automatizados, que podem ser adquiridos pelos pacientes para aferição da pressão em casa.

Consequências da hipertensão

A hipertensão está associada a diversas doenças graves como:

  • Insuficiência cardíaca
  • Infarto do miocárdio
  • Arritmias cardíacas
  • Morte súbita
  • Aneurismas
  • Perda da visão (retinopatia hipertensiva)
  • Insuficiência renal crônica
  • Derrame - AVC isquêmico e hemorrágico
  • Demência por micro infartos cerebrais
  • Arteriosclerose

Prevenção

A prevenção é o processo de evitar o surgimento de uma situação. Como a pressão arterial tende a aumentar com a idade com as alterações vasculares que acompanham o envelhecimento, pode-se questionar se a hipertensão arterial é prevenível. Mas existem medidas que podem postergar este aumento de pressão. Estas medidas devem ser chamadas de medidas preventivas, mesmo que não impeçam, mas retardem o surgimento da hipertensão arterial. Neste contexto, são medidas preventivas[8]:

  • Alimentação saudável.
  • Consumo controlado de sódio.
  • Consumo controlado de álcool, combate ao alcoolismo.
  • Aumento do consumo de alimentos ricos em potássio.
  • Combate ao sedentarismo.
  • Combate ao tabagismo.

Em algumas situações específicas, com alto risco de doença cardiovascular, pode ser considerado o uso de medicamentos para a prevenção da Hipertensão.

Tratamento

Embora não exista cura para a Hipertensão Arterial , é possível um controle eficaz, baseado quer na reformulação de hábitos de vida, quer em medicação, permitindo ao paciente uma melhor qualidade de vida.

Medidas não farmacológicas

Certas medidas não relacionadas a medicamentos são úteis no manejo da Hipertensão Arterial, tais como

  • Moderação da ingestão de sal (Cloreto de sódio) e álcool (Etanol);
  • Aumento na ingestão de alimentos ricos em potássio;
  • Prática regular de atividade física;
  • Fomentar práticas de gestão do stress;
  • Manutenção do peso ideal (IMC entre 19 e 25 kg/m²);
  • Minimizar o uso de medicamentos que possam elevar a pressão arterial, como Anticoncepcionais orais e Anti-inflamatórios.

Medidas farmacológicas

Nos casos que necessitam de medicamentos, são utilizadas várias classes de fármacos, isolados ou associados, que devem ser prescritos individualmente pelo médico especialista.

Mais de 90% dos pacientes hipertensos devem tomar 1 ou mais remédios.
Algumas pessoas têm hipertensão de difícil controle e, às vezes, precisam de 4, 5, 6 ou mais drogas anti-hipertensivas.

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